observações sobre as artes de intervenção urbana

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Intervalo, respiro, pequenos deslocamentos – ações poéticas do Poro

intervalo, respiro, pequenos deslocamentos

Capa de Intervalo, respiro, pequenos deslocamentos – ações poéticas do Poro

Formado pela dupla-coletivo de artistas Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada, o Poro atua no cenário brasileiro da arte de intervenção urbana desde 2002, executando ações que se articulam em vários planos com diferentes instâncias da urbanidade. Operando na fronteira entre o observado e o desapercebido, o reconhecimento e o estranhamento, o impactante e o sutil, seus trabalhos atuam no campo da evidenciação das relações entre os suportes da arte, as funções sociais do discurso artístico no meio urbano e o espaço-momento-acontecimento onde a obra se efetiva. Uma mistura de  inutensílios de Leminski com o happening de Kaprow, ou do ready made de Duchamp com as propagandas impropagáveis leminskianas, as ações-provocações do Poro se situam na margem do cotidiano urbano e no intervalo-pausa em que este pequeno deslocamento de perspectiva se faz necessário para que a apreensão da obra e de seus efeitos sobre o observador se realize.

Intervalo, respiro, pequenos deslocamentos – ações poéticas do Poro“, livro lançado em Curitiba na última sexta-feira, dia 08, dentro do evento MOB – Arte, Bicicleta e Mobilidade no Solar do Barão, apresenta o conjunto da produção artística, intervenções urbanas e proposições políticas realizados pelo Poro nos últimos nove anos. Premiado pelo Programa Brasil Arte Contemporânea da Fundação Bienal de São Paulo e Ministério da Cultura, o livro traz também, além do extenso registro fotográfico das ações do Poro, os contundentes textos inéditos de Daniela Labra (pesquisadora e curadora – Rio de Janeiro), André Mesquita (pesquisador e ativista – São Paulo), Newton Goto (artista, pesquisador e curador – Curitiba), André Brasil (pesquisador da área de comunicação – Belo Horizonte), Wellington CançadoRenata Marquez (arquitetos, curadores e pesquisadores – Belo Horizonte), Anderson Almeida (escritor – Belo Horizonte), Luiz Carlos GarrochoDaniel Toledo (pesquisadores e criadores cênicos – Belo Horizonte), Ricardo Aleixo (poeta, curador e ativista cultural – Belo Horizonte).

Variando do autobiográfico, do episódico e do poético ao ensaístico teórico-reflexivo, os textos delineiam olhares e perspectivas diferenciadas sobre a obra do Poro, construindo uma visão em mosaico, fragmentada mas não dispersiva, dos processos artísticos e dos impactos sociais e teóricos das ações do coletivo-dupla. Alguns dos ensaios, como “Insignificâncias: a política nas intervenções do Poro”, de André Brasil, “Poro: na linha dos olhos”, de Daniel Toledo e Luiz Carlos Garrocho, ou “Arquiteturas adesivas”, de Renata Marquez e Wellinton Cançado, ultrapassam pela amplitude de suas visões a simples observação sobre a obra abordada, projetando-se no escasso campo das necessárias reflexões teóricas mais profundas sobre as artes de intervenção urbana.

O livro pode ser adquirido diretamente no site do Poro ou nas livrarias listadas abaixo:

Salvador: Lojinha do MAM (Museu de Arte Moderna da Bahia)
Rio de Janeiro: Livraria da Travessa (R. Visc. de Pirajá, 572)
São Paulo:
Livraria do Espaço Unibanco de Cinema (R. Augusta, 1475)
Livraria do Cinema Reserva Cultural (Av. Paulista, 900)
Livraria Ato de Ler (R. Br. de Itapetininga, 255, loja 24)
Livraria Loyola (R. Sen. Feijó, 120)
Livraria da Unesp (Pça. da Sé, 108)
Arsenal do Livro (Av. 9 de Julho, 925)

Mais informações na página do livro e no site do Poro.

 


III Ato Poético

III Ato Poético

 

III Ato Poético - Videoinstalação

 

A partir desta sexta, 25 de março, a Fundação Casa do Estudante Universitário do Paraná, também conhecida carinhosamente como CEU, promove o III Ato Poético, evento que se propõe a articular espaços para discussões sobre processos que estão alterando de forma significativa a relação da população com a cidade e a forma como ela produz, acessa e consome cultura.

Temas como arte urbana, projetos de intervenção urbana, audiovisual, violência e intolerância, teatro, políticas públicas para a cultura, movimentos estudantis, música autoral, mobilidade, acessibilidade e transporte público serão pauta de debates, práticas e reflexões. Estudantes, professores, ativistas, artistas, intelectuais, associações, sindicatos, movimentos populares, casas de estudantes e movimentos de representação estudantil estarão se reunindo nestes cinco dias para participar de palestras, mesas-redondas, oficinas, performances, apresentações culturais e exposições artísticas.

Juliano Grus

O artista-plástico e músico Orlando Muzca e o produtor e artista-plástico Juliano Grus, que participaram de meu documentário Urbanographia Digitalizada de Baixa Resolução – versão beta, fazem parte da produção do evento e estarão também ministrando oficinas, o primeiro de  pintura livre nos tapumes frontais do prédio em reforma e o segundo de Flip Book.

E no dia 28, segunda-feira, às 21h, será realizada na Biblioteca da CEU, no térreo do edifício, a Mostra CAZé/CINETV, com filmes que abordam a temática urbana realizados pelos alunos do curso de Cinema e Vídeo da CINETV PR/FAP.

Fruto da mobilização voluntária de moradores e ex-moradores, artistas, colaboradores e da sociedade civil organizada, o Ato Poético é uma produção independente que não conta com recursos oriundos de entidades públicas, empresas e instituições político-partidárias. Ele acontece entre os dias 25 e 29 de março no prédio da Fundação Casa do Estudante Universitário do Paraná (CEU), que fica na Rua Luiz Leão 01, entre o Colégio Estadual do paraná e o Passeio Público de Curitiba. Para conhecer a programação e saber mais sobre o evento, visite o site do III Ato Poético.

 


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