observações sobre as artes de intervenção urbana

Posts tagged “links

Intervenções na rede – 07.2011

Intervencões na Rede - 07.2011

Links interessantes sobre intervenções urbanas:

. Os Gemeos .

Site oficial dos irmãos gêmeos Gustavo e Otávio Pandolfo, dupla de grafiteiros cujo reconhecimento internacional ajudou a projetar o Brasil no cenário mundial da arte urbana. Com mais de vinte anos de atuação, esses paulistanos da segunda geração do grafite basileiro já enfeitaram muros do mundo todo, tendo atuado em países como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Alemanha, Austrália,  EUA (Nova York, Los Angeles e São Francisco), China, Japão, Cuba, Chile e Argentina. Um referência essencial para se compreender a história do grafite no Brasil.

artbr .

O artbr é um portal criado pelo grafiteiro e artista plástico multimídia Rui Amaral, criador do Bicudo (personagem do grafite brasileiro mundialmente conhecido que recentemente recebeu uma versão Toy Art), um dos expoentes da segunda geração do grafite paulistano, contemporâneo dos Gemeos e fundador do grupo Tupynãodá, cujos integrantes foram os primeiros a grafitar à luz do dia. No site é possível encontrar diversas notícias sobre eventos do meio e inúmeras referências a obra e a atuação de Rui Amaral no cenário da arte urbana.

Intervencao Urbana [Blog] .

Blog da loja de buttons Intervenção Urbana, que transporta um pouco da cultura de rua para o universos desses curiosos acessórios de moda. O blog funciona como um excelente espaço de divulgações de eventos, acontecimentos e notícias do cenário da arte urbana em todo o Brasil.

Coletivo Intervenções .

Criado pelo publicitário Leandro Ogalha, o Intervenções é um coletivo virtual aberto cujo principal objetivo é promover a arte e a cultura urbana, formado por pessoas de diferentes cidades e áreas de atuação profissional e artística. Apresentando desde notícias rápidas sobre o cenário e intervenções pontuais até textos mais amplos e abrangentes, o site chama atenção pelo seu conteúdo variado e pelas matérias bem escritas. Vale a pena conhecer.

. CartelUrbe . Street Art . Fixacao Proibida .

Três blog interessantes para quem quer conhecer um pouco mais sobre a cena da intervenção urbana dos nossos amigos lusitanos. Como a maior parte dos blog sobre o tema, quase todo o conteúdo é voltado para a publicação de fotos e vídeos de intervenções e divulgações de eventos da cultura urbana locais. Interessante é perceber o quanto o cenário “local” por lá se manifesta em um espaço de fronteiras expandidas, abrangendo por vezes também as manifestações espanhola, francesas e até britânicas, em um intercâmbio cultural que, de continental que somos, aqui só se manifesta dentro das nossas próprias fronteiras.


O Olho da Rua – uma rede social para a cultura urbana

Olho da Rua - Entrada do Site


Olho da Rua - Entrada do Site
Tela de entrada d’O Olho da rua



Ao longo da última década o ciberespaço foi invadido por diferentes modelos e inúmeras plataformas de publicação e compartilhamento de informações. Algumas, como as mais conhecidas e utilizadas redes sociais Orkut, Facebook e MySpace ou o mecanismo de microblogging Twitter, foram tão bem sucedidos em suas táticas para adquirir novos usuários que possuir uma conta em um ou (o que certamente é mais comum) vários desses serviços tornou-se algo praticamente tão obrigatórios ao internauta mais assíduo quanto ter uma simples conta de e-mail.

Muitas outras dessas plataformas (a grande maioria, na verdade) como o SciSpace, rede social colaborativa inteiramente voltada para a troca de informações entre cientistas, ou a deliberadamente segregacionista BlackPlanet, uma das primeiras e mais antigas redes sociais ainda ativas e cujo público principal (inicialmente a comunidade daqueles que os norte-americanos chamam de afro-americanos, muito mais negros, dermatologicamente falando, do que os afro-brasileiros) seria a comunidade de pessoas afro-descendentes ao redor do mundo (característica não tão fácil de determinar com precisão, como nós aqui sabemos bem), tornaram-se sucessos silenciosos (a BlackPlanet teria alcançado a marca dos 20 milhões de usuários em 2008) devido principalmente ao enorme potencial de público que tinham e às escolhas acertadas de seus criadores em relação às formas de captar a antenção deste público, mas também desconhecidos por restringirem-se a setores bastante específicos e auto-referenciativos da sociedade contemporânea.

O Olho da Rua - página inicial (logado)No dia 11 de março deste ano entrou no ar O Olho da Rua, a primeira rede social do brasil (e até onde eu sei, do mundo) voltada exclusivamente para a cultura de rua e a intervenção urbana. Desenvolvida pela Retina Comunicação e lançada durante o evento Sopa de Letras, em Guarulhos, a nova rede conta com quase todos os aplicativos mais comuns encontrados nas suas semelhantes, permitindo que o usuário adicione amigos, crie grupos e álbuns de fotos, divulgue mensagens entre aqueles que estão em sua rede, visualizem os usuários que estão online e conversem com eles através de um chat. O sistema do site (aparentemente desenvolvido em XHTML com Java) também possuir integração com o twitter, botão de compartilhamento para outras redes e aceita a postagem de vídeos de forma simples e ágil (o vídeo tem que estar hospedado em outras plataformas, mas o sistema suporta a maior parte delas e basta postar o link do vídeo que ele se encarrega do resto). Com tudo isso, O Olho da Rua parece ser hoje o espaço virtual mais apropriados para a troca de ideias, de trabalhos e mesmo a organização de eventos coletivos entre artistas de rua brasileiros.

Olho da Rua - Perfil do usuário

Mas como toda plataforma jovem, a rede O Olho da Rua também tem os seus problemas, alguns pequenos, outros mais preocupantes. Problemas técnicos, como códigos que surgem no lugar dos textos, imagens do layout que não carregam e mesmo o uso de fontes sem acentuação, atrapalham a navegabilidade, embora não comprometam a experiência por completo (vale deixar claro que só acessei a rede através das versões mais recentes e atualizadas do FireFox e do Google Chrome, baseados e PCs com sistema Windows).  Talvez a ausência mais sentida, e provavelmente a falha no planejamento do sistema que mais chances tem de afastar os novos usuários, seja a de um mecanismo de ajuda, tanto de uma forma centralizada, com um FAQ e uma possível maneira de contactar os administradores, quanto em cada passo ao longo dos processos de cadastramento de usuário, criação e compartilhamento de conteúdo. Os criadores d’O Olho da Rua parecem ter assumido que todos os seus possíveis usuários seriam pessoas totalmente versadas e experientes no uso das tecnologias de redes sociais e que nunca precisariam de uma ajuda. Caso uma falta como essa não seja suprida, a rede corre o risco de perder vários possíveis usuários que não se sintam muito seguros ao tentarem fazer parte dela, ou que desistam de frequenta-la logo no início por não saber como utiliza-la.

Além dos problemas técnicos menores e dos problemas de arquitetura de navegação desassistida, há também a falta de certos elementos de universalização e integração da rede com o resto do ciberespaço que me parecem essenciais para o desenvolvimento de uma rede social bem sucedida. Considerando os fatos de que, em termos globais, grande parte da cena organizada da arte de rua se localiza fora da área de influência  da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e de que mesmo o Brasil não é um dos membros mais interativos dessa comunidade, a simples ausência de versões em outras línguas (minimamente o inglês, mas se possível também o espanhol, considerando as vantagens de uma integração mais regional com nossos vizinhos) denota talvez um certo descuido com o enorme potencial comunicativo da web. Mesmo que a ideia seja restringir-se ao Brasil ou a CPLP, ainda falta também a presença em outras plataformas e espaços virtuais, como a criação de páginas e identidades para divulgação d’O Olho da Rua nessas outras redes (uma página no Facebook e uma id no twitter ou mesmo no identi.ca, se bem utilizadas, poderiam alavancar drasticamente o número de usuários da rede) e a parceria com blogs e sites do meio.

Olho da Rua - Compartilhando informações

Por último (e ainda que esta seja uma consideração mais pessoal acredito que algumas observações sobre o tema podem ajudar os desenvolvedores d’O Olho da Rua a pensar algumas melhorias para os seus serviços) me parece faltar algum diferencial específico, algo que faço o usuário pensar “opa, mas isso eu não poso fazer em outra plataforma”, que não deixe a impressão de que é só mais uma senha para lembrar enquanto tudo o que é oferecido pode ser feito também em outras redes. Quem sabe a integração com um mecanismo open source de cartografia digital colaborativa, como o OpenStreetMap para que o usuário marque a localização geográfica de cada imagem publicada, semelhante ao que modelo do RedBullStretArtView (também criado por uma agência brasileira), mas mais personalizado em menos corporativo. (Bom, é claro que seriam possíveis várias outras inovações, mas isso foi o que pensei agora. De qualquer forma, fica a ideia).

Apesar desses pequenos defeitos, é impossível não levar em consideração também a importância e a força simbólica que tem o gesto fundador de criação dessa rede tão única e que busca projetar-se no espaço comunicativo da arte como um possível auxílio na organização desse enorme e anárquico coletivo formado pelas diversas manifestações da cultura e da arte urbana. Além de um excelente espaço de trocas e apresentação de trabalhos, O Olho da Rua pode se tornar também um importante espaço de organização de ações coletivas múltiplas, descentralizadas, geograficamente ampliadas. Basta que seus usuários se organizem. E como uma rede é formada principalmente por seus integrantes, eu recomendo a todos os leitores que façam como eu: cadastrem-se, publiquem suas fotos e vídeos, chamem seus amigos, divulguem em seus espaços, apresentem críticas construtivas, organizem ações coletivas e ajudem O Olho da Rua a crescer. Este espaço foi criado para o coletivo dos agentes da cultura urbana, e sua continuidade só vai ser viável se esse mesmo coletivo reconhecer o seu valor e assumi-lo para si. Por isso vamos lá, galera! Todo mundo para O Olho da Rua!


Intervenções na rede – 05.2011

Intervenções na Rede - 05.2011

Links interessantes sobre intervenções urbanas.

. Poro .

Formado pela dupla Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada!, o ”Poro – interferências em arte”, de Belo Horizonte, atua desde 2002, tendo como focos principais o espaço público, as manifestações efêmeras e as mídias de comunicação popular.

QAZ .

A QAZ foi criada no início de 2008 com o objetivo de divulgar no Brasil e no exterior o trabalho de jovens artistas plásticos que têm sua produção relacionada com o graffiti e a street art.

. IAL .

Composto por artistas plásticos, músicos, designers, video-makers, sociólogos, fotógrafos e filósofos o coletivo curitibano Interlux Arte Livre atua desde 2002, mantendo ações contínuas como ocupação e re-significação de espaços urbanos, intervenções plásticas e ações performáticas.

. Red Bull Street Art View .

Desenvolvido pela agência de publicidade brasileira Loducca, o Red Bull Street Art View talvez seja uma das mais interessantes tentativas de se criar um “catálogo universal de arte urbana”. Apesar das evidentes impossibilidades da tarefa (como o fato de que só será possível ao projeto catalogar aquilo que foi fotografado pelo google em um momento específico) a interface criada a partir de um meshup com o Google Street View se apresenta como uma opção interessantíssima para conhecer melhor e mapear as diversas manifestações de intervenção urbana ao redor do mundo.

. Street Art Without Borders .

Criado em  2008 pelo artista e fotógrafo francês Eric Marechal, também conhecido como urbanhearts, o projeto Arte de Rua sem Fronteiras nasceu quando Eric, após mais de vinte anos dedicados à fotografia urbana, resolveu aproveitar suas viagens para aplicar a arte de alguns de seus conhecidos em outros países.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.